[Lutecium-group] la femme à la place - appel à temoignages sur le feminin

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Wed Jul 11 15:29:35 GMT 2007




J'ai vu la jeune fille peinte endormie sur le trottoir : voilà un endroit ou
l'on ne marcherait pas, voici comme un endroit épargné ai-je pensé. Puis
j'ai vu la gélule aux couleurs criardes qui descendait du ciel telle le
prince charmant venant réveiller la princesse...

Je n'ai fait aucun lien avec les éléments réels de l'image (vélo, feuille,
poubelle, etc)
Pour info je ne lis pas la langue du texte incrusté dans l'image.

... Je suis étonnée moi-même d'avoir perçu la gélule comme sauveuse - je
crois que c'est lié à ses couleurs........ Oui j'y vient en écrivant... Oui
c'est du fait de son côté "attérrissant" et de ses couleurs : les couleurs
d'un personnage volant d'un film américain, spiderman je crois...
Ib




Le 8/07/07 5:59, « Mirian Giannella » <giannell at uol.com.br> a écrit :

> lutecium-group: Document interne au Groupe de Travail Lutecium.
> Ne doit pas etre diffuse hors du groupe.
> ---
> Sur l'image que j'essaie de faire passer en annexe
> 
> voici ce que j'ai écrit en portugais :
> 
> ENTRE O LIXO E A BICICLETA
> 
> Sonho de Menina é uma releitura de obra de Harold Foster, que Celso Gitahy
> achou por bem deitá-la na calçada, então é um grafite sobre uma calçada na
> Austrália, onde ele esteve para um intercambio artístico. Celso Gitahy é
> grafiteiro paulista, colore alegrando a cidade concreta com a sua arte. A
> pergunta que me veio à propósito do nome da obra foi : O que foi feito dos
> nossos sonhos de menina? O sapo virou príncipe que virou sapo?
> 
> A proposta poderia ser que cada uma inventasse uma história a partir da
> imagem Sonho de Menina que é bem sugestiva e cada uma imprimirá as suas
> marcas no relato. Vamos tentar ver no que pode dar? Podem enviar para o meu
> e-mail: casadocipreste at uol.com.br
> 
> Aqui vai o que me passou em certo momento:
> Sempre é tempo de começar.
> Mesmo numa magrela podemos apreciar paisagens.
> A mulher que tomou a pílula da sabedoria, antes que como folha seca ao sabor
> dos ventos acabe no lixo, é preciso que ela acorde, e desta vez não mais
> pelo beijo e encantamento do outro que a faria mulher, mas agora para o seu
> próprio corpo de desejo. Tornar-se sujeito ativo de seu destino e encontrar
> o que ainda dá pra fazer mantendo o desejo de vida para se cuidar, eis o
> desafio.
> 
> Muito me interessou o texto sobre Medéia de Viktor Salis, intrigada com a
> pergunta por ele mesmo colocada: Por que ela mata os filhos e não é punida?
> Ela os mata para se vingar do adultério do marido com Gláucia, enquanto
> mulher ultrajada, consome-se na sua vingança bem cruel, envia dentro de uma
> caixa, como presente de casamento, a cabeça dos filhos ao ex-marido, os mata
> porque sabia que, naquele contexto, os filhos de uma mulher exilada, se
> tornariam escravos.
> 
> Interessante não é? Sim, como é difícil alçar-se à condição de sujeito ativo
> e sair da escravidão ao desejo da mãe, ao desejo do outro, do homem, da
> criança. Agora é a nossa vez! Esta passagem é o trabalho que pretendemos
> desenvolver através da nossa lista de discussão Vida de Mulher e num lugar
> de encontro no espaço público, para que possamos colocar em circulação no
> social nossas produções e assim sair do ensimesmamento.
> 
> Participe do Grupo de Apoio Vida de Mulher -
> http://br.groups.yahoo.com/group/vidademulher2005/
> Mirian Giannella
> http://giannell.sites.uol.com.br
> http://casadocipreste.nafoto.net
> casadocipreste at uol.com.br
> 
> _______________________________________________
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